Contos de graça no natal

dezembro 23, 2016

Está de graça, na Amazon, o livro que incluí no site, em setembro, para disputar um prêmio de literatura (que não ganhei). O site da Amazon não permite que os livros fiquem de graça mais de cinco dias. O livro está de graça, então, neste link, entre 24 e 28 de dezembro. Depois disso, volta a custar R$ 2,00.

O texto é a história de amor entre uma estudante de matemática sem escrúpulos e um estudante de letras sem dinheiro.

Além disso, juntei em PDF (em um formato que cabe em telas pequenas, como a do kindle), meus contos do fundo da gaveta. Eles são razoavelmente engraçados e ficarão de graça, em PDF, para sempre.

Se a Amazon continuar com zero hits, o texto de lá também vai acabar aqui, em PDF. Achei que, na Amazon, o texto seria mais marquetado ou teria mais visibilidade que no meu próprio blog. Ilusão, é claro.

Já me disseram que, se quiser ser lido, tenho que criar um perfil no Facebook. Mas ler e escrever contos é o oposto de ler perfis e abobrinhas rotineiras (ou é minha antipatia por redes sociais que realmente me impede de fazer isso).

Para quem quiser, então, boa leitura.

ovelha

Ovelha caçada por Murakami que gostou dos contos (a ovelha, não o escritor).

Há novos autores. Tempos instáveis são bons para a literatura.

Quanto maior o caos, melhor para os romancistas assustados.

Esta semana, li Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari. O livro é da leva de romances em cidades estranhas – que a Cia. das Letras editou depois de deportar (temporariamente) um grupo de novos autores brasileiros – cada um para uma cidade. Pellizzari foi pra Dublin e, entre pubs e irlandeses desorientados (e também poloneses e uma eslovena), faz uma mistura meio ácida de humor e ceticismo. Sobra até para Chicomecoatl, a (vingativa) deusa asteca do milho.

Depois de uma apresentação categórica sobre como a evolução foi cruel com as mulheres russas – e dos delírios de um líder de seita neo-celta pró-ofídios que quer salvar o mundo do apocalipse – acho que entendi o recado.

Mas a melhor cena do livro é um dialogo entre dois estudantes da universidade local (um brasileiro e um belga) sobre livre arbítrio. A discussão é em voz baixa: acontece à noite, enquanto os dois – quase contra a vontade – tentam roubar múmias de um museu irlandês.

Sim, o recado foi entendido.

Na terra de Yates, com uma eslava explosiva.

Na terra de Yates, com uma eslava explosiva.