A solução é sacrificar o pato amarelo

junho 25, 2017

É difícil defender redução de direitos trabalhistas e previdenciários ao mesmo tempo em que se defende a manutenção de isenções fiscais e de descontos de imposto para as maiores empresas do país.

O pato amarelo da Fiesp é isso: é a defesa – explícita e meio enfeitada – das reduções de imposto que alguma das maiores empresas do país conseguiram no apagar das luzes do primeiro governo Dilma.

Por que preservar a Fiesp e cortar direitos de futuros aposentados?

Eu sei: a tendência do déficit da previdência é crescer à medida que a população envelhece e, para que não fique explosivo, vai ser preciso mudar as regras. As mudanças de regras, na prática, só farão alguma diferença no longo prazo.

Eu sei também que é preciso discutir que mudanças fazer, que aumentar a idade mínima é razoável (porque as pessoas estão vivendo mais), mas aumentar o tempo mínimo de contribuição é regressivo, porque pune as pessoas que não conseguem ficar muitas décadas em empregos com carteira assinada: pune os mais frágeis.

Então, não dá para aprovar qualquer coisa.

Mas a reforma seria mais palatável se, ao mesmo tempo em que se cortam direitos previdenciários fixados em lei para a população, se cortassem as isenções tributárias concedidas em ano eleitoral a empresas que estão longe de precisar de caridade do Tesouro Nacional.

Se é para fazer as cosias direito, vamos começar assando o pato amarelo?

DSC04241

Pato do imperador: assado no Egito, em 5.000 AC.

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