Caetano foi o Leonardo Picciani dos artistas

maio 23, 2016

Com um cocar branco, cantando de graça entre os pilotis do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, Caetano Veloso se transformou em uma versão musical de Leonardo Picciani – ex-líder do PMDB na Câmara dos deputados e hoje ministro dos Esportes.

Caetano fez com Michel Temer, o mesmo que Picciani fez com Dilma Rousseff: exigiu dele  um ministério. Não era para ele pessoalmente: era para o grupinho de que faz parte.

Ser o PMDB do PMDB é uma coisa estranha. Mas se, em algum momento, Caetano perceber que se transformou nisso, vai, provavelmente fazer uma piada e fingir que não notou. Afinal, ele é hoje uma pessoa que exige espaço na burocracia oficial: ele é o PMDB do PMDB (e é melhor não admitir uma coisa dessas).

Temer, como bom articulador político, cedeu e recriou o Ministério da Cultura: um custo baixo para tirar o discurso da oposição musical.

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PMDB, Honoré Daumier.

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