Para a economia crescer, fechem o conselho de economia

maio 31, 2015

Só este mês, conversei com cinco pessoas diferentes que receberam cartas ameaçadoras do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro. São pessoas formadas em economia mas que não ocupam cargos de “economista”, fazem trabalhos que também são feitos por engenheiros, matemáticos e afins.

Para o conselho, elas exercem ilegalmente a economia e devem ser processadas por isso.

Algumas já responderam ao conselho dizendo que não exercem a profissão – e receberam novas cartas com prazos para “regularizar sua situação” e pagar anuidades (ou responder a processos caso não façam isso).

O conselho, involuntariamente, aponta para uma das poucas coisas que o governo poderia fazer para melhorar o nível de eficiência da economia e mostrar luz no fim do túnel para país. Para aumentar a eficiência no uso dos recursos escaços do país, faria bem cortar custos que não trazem nenhum benefício.

A solução é fechar os conselhos regionais de economia.

Os conselhos – dizendo representar os economistas – protestariam contra a medida. Mas economista nenhum seria contra, até por uma questão de coerência com os livros de microeconomia.

O poder de lobby do conselho seria apenas o de sua diretoria, porque seus “representados” ficariam muito felizes por não ter mais que pagar anuidades caras em troca de nada: em troca de de receber um jornalzinho mal impresso de vez em quando.

Conselhos profissionais que não produzem nada (alguém sabe o que o conselho de economia faz? e o de administração?) são um peso morto: custo Brasil, dinheiro tomado de quem produz para enriquecer os “diretores” de uma espécie de cartório.

Se o governo quer propor medidas que tornam o país mais eficiente e não envolvem aumento do gasto público, essa devia ser a primeira: ela aumenta a eficiência da economia, diminui a insatisfação de todos os que recebem ameaças pelo correio para se filiar e ainda sinaliza que o governo, finalmente, teria uma agenda para diminuir a burocracia e o cartorialismo do país (e uma agenda bem vista pela população).

"É um absurdo! Sem o que recebo como diretora do conselho como vou pagar meus vestidos? E meus chapéus?!"

“É um absurdo! Sem o que recebo como diretora do conselho como vou pagar meus vestidos? E meus chapéus?!”

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