Todos contra a CBF… Todos?

À medida que a CBF vai anunciando a “renovação” da seleção brasileira, com nomes como o do ex-goleiro (e agente Fifa) Gilmar Rinaldi e o do ranzinza Dunga, muita gente se pergunta como os chefões da entidade têm coragem de não mudar nada depois do fiasco na Copa.

Mas, sinceramente, por que mudariam?

Ao contrário do que se sugere na imprensa, tirando a torcida (que não manda nada), não há pressão alguma sobre o comando da CBF. Isso porque a confederação é muito bem relacionada. De norte a sul, de leste a oeste e principalmente do Legislativo ao Executivo.

No Senado, uma proposta de lei mais dura, que submeteria a CBF à fiscalização direta do TCU, Receita e Coaf, chegou a avançar rapidamente e caminhava para ser votada com urgência. Até que “sumiu” uma das assinaturas de apoio. Agora, o projeto segue o caminho normal, por pelo menos duas comissões temáticas. A criação de uma CPI, por outro flanco, segue em busca de apoios: por enquanto são apenas 20 assinaturas, das 27 necessárias, num universo de 81 senadores.

O Executivo, por sua vez, conseguiu a proeza de bradar a necessidade de mudanças no futebol brasileiro sem fazer menção direta à CBF e às federações estaduais. No caso do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o mais “saidinho” em seus comentários, o máximo que se disse, segundo O Estado de S. Paulo, foi que uma mudança poderia alcançar até mesmo a CBF. Ou seja, ele supostamente quer mudar pontos como o calendário e as finanças dos clubes, e acha que isso pode envolver até mesmo a CBF. Até mesmo.

E, se alguma pendenga desembocar no Judiciário, com uma penca de filhos de ministros e desembargadores no STJD (órgão “independente” umbilicalmente ligado à CBF), a única certeza é de que simpatia não faltará.

Tudo isso vigiado por meios de comunicações totalmente imparciais que passam grande parte do tempo negociando com a confederação direitos de transmissão de competições – o maior grupo, aliás, é co-responsável pelo calendário e horários criticados aqui e ali.

E assim segue o jogo: o dono da bola só sai se quiser.

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Publicado em Coisa sem nexo por rchia. Marque Link Permanente.

Sobre rchia

Meus genes vieram da China; minha certidão de nascimento, de São Paulo; meu corpo e minha alma, do Rio. Sou servidor público, mas confesso que às vezes acho que não sirvo para nada. Nas horas vagas, traduzo livros lidos por muitos e lembrados por poucos. Sozinho em Brasília, passo as noites ouvindo música, bebendo com os amigos ou pensando em gente que não pensa em mim. Eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim. Salve, Paulinho. Meu mundo é hoje.

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