O silêncio dos (nada) inocentes

julho 18, 2014

Liberada a campanha eleitoral, os candidatos à Presidência falam sobre tudo, da Copa aos médicos cubanos, da taxa de juros à vida em família. O curioso é que não tenham a mínima vontade de comentar as prisões de ativistas no Rio de Janeiro sob acusação de pensar em cometer crimes e atrapalhar investigações que duram mais de sete meses (e que, aparentemente, não haviam sido atrapalhadas até agora).

Não importa que uma seja ex-guerrilheira, outro neto de governador deposto e o terceiro se venda como herdeiro de figura-chave da redemocratização (e ainda uma candidata a vice que, empolgada, chegou a comparar as manifestações do ano passado à Primavera Árabe).

Agora, ninguém quer falar do assunto, não se sabe se para manter a afinação com o discurso dos meios de comunicação ou para não desagradar o eleitorado conservador, que, aparentemente, é o fiel da balança das eleições deste ano.

Tente perguntar: Dilma, Aécio, Eduardo, Marina.

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