Universo paralelo, ou, onde todos são felizes

junho 23, 2014

Na velha série Além da imaginação, há um capítulo em que os personagens caem em uma espécie de mundo fora do tempo, algo como se toda a população tivesse seguido em frente e eles tivessem parado, em um mundo vazio, desocupado.

Depois de quatro dias sem TV e longe de pessoas que falassem sobre futebol (viajei no feriado) me sinto um pouco como eles. É como se tivesse caído, não em um mundo vazio, mas em um mundo totalmente sem sentido – onde nada do que as pessoas dizem é compreensível.

A culpa, obviamente, é minha. O mundo não pode estar errado.

Os críticos mais irônicos do governo agora escrevem sobre a maravilha de assistir pessoalmente um jogo da seleção holandesa. As pessoas em volta falam sobre coisas – para mim – desconexas (uma vizinha de mesa estava há pouco comparando o hino da Rússia ao da Bélgica…) Os jornais – até os de oposição – dão destaques para coisas estranhas, como a composição resultados necessária para que a Costa do Marfim se classifique para as oitavas de final.

Lula tinha razão: a Copa transformou oposicionistas e críticos em um bando de manés sorridentes.

Se o universo paralelo durasse para sempre, eu estaria agora tentando me juntar a ele. Mas a Copa um dia acaba e, depois dela, vai ser pior do que antes.

Chicomecoatl, a deusa asteca do milho, comemora um gol do México.

Chicomecoatl, a deusa asteca do milho, comemora um gol do México.

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