O futuro da futurologia (é afundar)

dezembro 16, 2013

O futuro está em Delfos.

O futuro está em Delfos.

Imagine um sistema cheio de “agentes”, cada um deles tomando decisões, produzindo e consumindo. Você olha o sistema (um formigueiro, uma cidade, um grupo de neurônios) e vê alguns padrões de comportamento para o grupo.

Até aí, tudo bem. A pergunta é: o padrão é estável? Uma formiga rebelde ou o assassino do arquiduque Franz Ferdinand pode mudar os padrões de uma hora para outra?

Ou ainda, de um jeito mais presente: dá para ter ideia de quem vai ganhar as próximas eleições?

Bom, com muitas pessoas remando o barco para a praia, é possível que ele chegue lá (e o governo já está arregimentando remadores). Mas um tornado pode aparecer no caminho, o Brasil pode perder a final da Copa no Maracanã (frustrando milhões de torcedores e os levando a votar contra tudo que está aí…), enfim, nada é garantido.

O estranho em ler sobre sistemas complexos e análises de risco é que os livros não melhoram nossa capacidade de prever o futuro. Eles nem dizem o que já sabemos: dizem que não sabemos coisas que achávamos que sabíamos. E o futuro é uma dessas coisas que, às vezes, achamos que sabemos mas que (sinto muito economistas e jogadores de búzios) simplesmente não temos como saber.

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