O longo prazo

abril 4, 2013

Quando os analistas de bancos e consultorias econômicas começam a se preocupar mais em prever as próximas medidas do governo do que em projetar cenários para a inflação e o crescimento da economia é porque a vaca já atolou: é hora de mudar tudo ou de apostar na decadência da economia.

O governo, por princípio, deveria aumentar a segurança do sistema, ele devia ser a parte mais estável e previsível da economia. Quando não é, o nível de instabilidade começa a subir gradualmente e fica cada vez mais difícil fazer projeções sobre o futuro.

A história se complica ainda mais quando se pensa nos motivos do governo para adotar medidas erráticas e arbitrárias (e não adotar as que o manual de macroeconomia recomenda). E esses motivos não são bons.

A preferência pelo curto prazo – explícita nos anúncios do governo, nos últimos meses – tem como contrapartida um grande desleixo pelo longo prazo, pelos efeitos de longo prazo dessas mesmas políticas.

O resultado disso – uma mistura de inflação em alta com crescimento baixo – é que, no longo prazo, ficaremos todos pobres.

Por mais que cause desconforto no curto prazo, às vezes, é preciso mudar.

Por mais que cause desconforto no curto prazo, às vezes, é preciso mudar.

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