A pior hora para a bondade

março 9, 2013

Cortar impostos dos produtos da cesta básica é uma boa ideia. Mas fazer isso quando a demanda está aquecida (consumo crescendo) e a oferta não acompanha é desperdiçar as boas intenções.

O saldo de cortar imposto em época de demanda forte é dar mais dinheiro para os produtores – que vão embolsar o imposto e manter os preços em alta. Se o objetivo do governo era conter a disparada da inflação, a data do corte de impostos foi mal escolhida.

Sim, o governo está reagindo ao anúncio do IPCA – que foi de 0,6% em um fevereiro com carnaval (poucos dias úteis). O governo, para não subir juros ou deixar o dólar cair, apelou para um corte de impostos que beira o contraproducente – em termos de redução de preços.

Ao mesmo tempo, Dilma, Mantega e seus amigos dão mais um empurrão para cima na inflação. Cortar imposto é política fiscal, é quase como aumentar o gasto público. Sim, porque o governo corta sua receita sem cortar seus gastos, quer dizer, aumenta o déficit público (o que estimula a demanda, que pressiona os preços – para cima).

A impressão, para variar, é que a equipe econômica do governo simplesmente não tem um plano. Eles reagem a cada anúncio da inflação, a cada crescimento abaixo do esperado na economia. Sem necessariamente muita coerência entre as reações…

Doces - sem isenção de PIS e Cofins (pelo menos por enquanto).

Doces – sem isenção de PIS e Cofins (pelo menos por enquanto).

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