Se move?

julho 17, 2011

Do capítulo “A sociedade”, de Os Bruzundangas, livro póstumo de Lima Barreto em que descreve a vida e os costumes desse país distante (mas curiosamente familiar), a Bruzundanga. O livro foi escrito na década de 10 do século passado:

“A política não é aí uma grande cogitação de guiar os nossos destinos; porém, uma vulgar especulação de cargos e propinas.”

“(…) Os pintores vivem à míngua e, se querem ganhar algum dinheiro, têm que se rojar aos pés dos poderosos para que estes lhes encomendem quadros, por conta do governo.

Porque eles não os compram com dinheiro seu (…). É outro feitio da gente imperante da Bruzundanga de só querer ser generosa com os dinheiros do Estado.”

“Há lá salões literários e artísticos, mas de nenhum deles surgiu um Montesquieu com o Espírito das Leis (…). A gente da Bruzundanga gosta de raciocinar por aforismos. Sobre todas as coisas, eles têm etiquetadas uma coleção deles.”

Cenas de um país fictício.

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