Americanos defendem o “Sabe com quem está falando?” em aeroportos

fevereiro 9, 2011

As medidas de segurança dos aeroportos americanos são claramente invasivas e exageradas. Mas o fim do desconforto já está a vista, pelo menos para os que forem listados como “trusted”, ou, “de baixo risco” pela TSA (Transport Security Administration) dos Estados Unidos. Para esses, não seria preciso nem tirar os sapatos para passar pelo detector de metais. Já para quem ganhar o rótulo de “arriscado”: scaners e “entrevistas com oficiais treinados em análise comportamental”.

A lista de propostas delirantes – da TSA e de associações de transporte – está em uma matéria de ontem, do New York Times. A autora da reportagem, que claramente se considera alguém de “baixo risco”, esqueceu de dizer que esse tipo de proposta é discriminatório e que o “checkpoint do futuro” citado na matéria, ficaria muito bem numa versão moderna de texto kafkiano.

Mas ela não deveria se considerar a salvo. Se a proposta – que está sendo feita a sério – for para frente, quase nenhum viajante que passe por aeroportos americanos poderá ficar tranquilo. Sabe-se lá que tipo de informação vai alimentar a classificação de risco dos passageiros. E até você “provar que não é risky“, já te levaram para a salinha dos “officers trained in behavioral analysis“.

Revista em aeroporto americano - invasão de privacidade e maus tratos para todos, quase democraticamente.

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