Ecos do atentado

maio 6, 2010

O atentado frustrado em Times Square, no fim de semana passado, deixou alguns brasileiros chocados. Não exatamente com a iminência de uma explosão no “coração de Nova York”, mas com o preço do Nissan Pathfinder 1993 usado pelo americano-paquistanês Faisal Shahzad para abrigar a bomba caseira. O veículo automático, com 141.000 milhas rodadas (227.000 km), teria sido vendido a Faisal por US$ 1.300, ou R$ 2.275, ao câmbio de hoje (R$ 1,75). No Brasil, embora não se encontre um similar com tanta quilometragem – ao menos declarada -, a brincadeira começa na casa dos R$ 15.000. No site Webmotors, encontra-se um exemplar 1993/1994, com 153.000 km, a incríveis R$ 25.000.

E o mercado de novos?

Nos EUA, um modelo SE 2010 (motor 4.0 a gasolina) tem preço inicial de US$ 30.890 (R$ 54.057). Aqui, um modelo SE 2009 (motor 2.5 a diesel) sai por R$ 120.000 (tabela FIPE).

Um terror!

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4 Respostas to “Ecos do atentado”

  1. Daniel said

    Se o preço dos carros no Brasil fossem mais baratos do que já são, ia vender tanto que ia precisar tirar as casas para criar estacionamentos… Pensar em facilidades para o carro na situação em que nos encontramos é um equívoco. Temos que priorizar o transporte coletivo ou só a bicicleta permitirá deslocamentos eficientes…

  2. rchia said

    Daniel,

    Não sou a favor de mais carros nas ruas – pelo contrário. Sou é contra as montadoras no Brasil terem uma das maiores margens de lucro do mundo e atribuírem o milagre dos preços surreais integralmente à carga tributária. Uma mentira que a imprensa “especializada” engole com estranha facilidade.

    Sob outro ponto de vista, o controle do crescimento via preço não deixa de ser uma política excludente; o pobre “contribui” para um trânsito menos caótico, enquanto o rico se diverte com seus carros pagos a preço de ouro.

  3. Daniel said

    Concordo que o controle via preço é excludente. Ele deveria ser feito através de cobrança de estacionamentos, pedágios urbanos e estreitamento de vias para disponibilizar espaço para faixas esclusivas para ônibus, por exemplo. O transporte coletivo deve ser o mais ágil e mais barato, além de confortável. Em suma, o trânsito é um problema coletivo que não deve ser resolvido individualmente, como tem acontecido. Como nossa realidade está longe disso, acredito que facilitar ainda mais a venda de carros é anunciar hoje a derrota de amanhã…

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