Eurostat X ‘criatividade bancária’

fevereiro 17, 2010

Goldman: excelência em criatividade contábil (agora também na Grécia!)

Depois que o New York Times denunciou a contabilidade criativa exportada pelo Goldman Sachs para o governo da Grécia, a imagem dos grandes bancos americanos consguiu ficar ainda pior. Resgatados com dinheiro público do governo dos EUA, eles agora vão fazer os governos europeus arcarem com os custos de suas criações contábeis:

“Os bancos deveriam se perguntar, sobretudo depois da crise financeira, se isso (esconder dívidas) se ajusta com seu código ético”, reclamou Olli Rehn, comissário para assuntos econômicos da União Européia. Segundo o Estadão de hoje, o Goldman teria cobrado 200 milhões de euros do governo grego para montar as operações que esconderam suas dívidas – dando a impressão de que o país atendia aos pré-requisitos necessários para adotar o euro, em 2001.

Para combater a maquiagem contábil, a União Européia deve dar mais poder à Eurostat, seu instituto de estatística. O instituto poderá ganhar autonomia para auditar diretamente os dados dos países, sem ter que esperar que cada país envie seus dados – diminuindo a chance de fraudes.

Um dos objetivos da medida é descobrir se outros países usaram esquemas parecidos com o vendido pelo Goldman Sachs ao governo grego.

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