Segue o seco

setembro 26, 2009

Muita gente não entende, até hoje, como milhões de pessoas seguiram líderes como Hitler, Stalin e Mao. Ou mesmo como algumas dezenas seguiram figuras como Charles Manson e David Koresh. Curiosamente, porém, ninguém se espanta que 1 milhão de usuários de internet sigam o apresentador Luciano Huck no Twitter. Sim, aquele Luciano Huck que desfiou sua revolta, em artigo na Folha de S. Paulo, depois de ter o Rolex roubado, mas que nunca exibiu semelhante indignação em relação à miséria, à desigualdade, aos privilégios, à corrupção ou à situação da saúde pública. Aquele Luciano Huck que se acha o suprassumo da responsabilidade social porque (supostamente) paga seus impostos em dia. Aquele Luciano Huck que, semanalmente, submete cidadãos de baixa renda a pressões intensas e testes de laboratório, em troca de um presente financiado por patrocinadores, como se fosse um gesto magnânimo de caridade.

O fato é que, pela primeira vez, um brasileiro alcança 1 milhão de seguidores no Twitter.

Além disso, e por incrível que pareça, a modelo Letícia Birkheuer passou parte deste sábado tomando banho de sol com amigos na praia de Ipanema.

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2 Respostas to “Segue o seco”

  1. Obrigado, Caro Mosca, por seu comentário no “Salada”.

    De fato não há santos nesse episódio de Honduras. Entretanto, ao meu ver, isso não dá o direito ao Brasil de permitir que suas instalações diplomáticas, sejam utilizadas com a finalidade de íncitar a população contra o governo golpista. É legítimo a manifestação popular, mas é ilegítimo o papel que a diplomacia brasileira resolveu adotar. Não a de dar abrigo ao zelaya, mas a de permitir que ele faça o que está fazendo, como se estivesse na casa da sogra.

    Quanto aos pontos que destaquei no post, refere-se a declarações copiladas do “marcos top-top garcia”, assessor da presidência, que, acredito, fala pelo governo. Portanto não inventei nada.

    Abraço e continue “aparecendo”.

  2. Agora comentando o seu post, compartilho de sua indignação.

    Alguém disse que “o povo é o grande vilão da história”. Ou seja, o mesmo povo que enchia as praças em apoio a Hitler, dia seguinte após sua queda, juravam ódio ao nazismo. O mesmo povo que ia às ruas no “Fora Getúlio”, derramavam lágrimas de crocodilo em seu velório dia seguinte, após o suicídio.

    Esse “povo” agora também migra ao “mundo virtual”. Lamentável!

    Por isso que somos o que somos!

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