Chaves & Xuxa – Intercâmbio cultural

fevereiro 8, 2009

México e Brasil exportam cultura para a toda a América Latina – e se orgulham disso. Em uma mesa cheia de mexicanos – e falando um portunhol sofrível –  demorei a entender a pergunta de um de meus interlocutores:

– Vocês ainda vêem el Chavo Del Ocho?

– Quem?

El Chavo Del Ocho!

Depois de um pouco de mímica e de referências ao Chapolim Colorado, entendi que o Chavo era o nosso Chaves, e respondi que sim, que o programa está no ar até hoje, que passa todas as tardes.

– E como vocês o chamam?

– Chaves.

Essa provavelmente foi a parte que mais gostaram. Pois, fora do Brasil, Chaves é aquele da Venezuela, não o Chavo da TV.

A contrapartida mexicana na história – que também ficaram felizes em me contar – é que boa parte deles cresceu vendo o emocionante Xou da Xuxa, que exportamos para o México. 

Eu, um pouco sem graça, admiti que o programa tinha sido muito popular aqui.

– No México, todas as meninas queriam ter roupas como as da Xuxa – contou uma de minhas interlocutoras (que, certamente, tinha sido uma das fãs mexicanas).

Prometi a mim mesmo nunca mais implicar com o colorido espalhafatoso típico de algumas partes do México. Afinal, nós vendíamos Xuxa para eles.

Parece pouco, mas era um programa estranho em que – todos os dias – uma mulher saía de um disco voador para ficar pulando ao lado de um mosquito gigante (mosquito da dengue gigante) e de uma suposta “praga” – para ficar gritando “Bom Dia!!!” e frases quase sem  sentido.  Talvez como obra surrealista faça algum sentido.

A certeza que eu tiro disso tudo, desse sucesso internacional de Chaves & Xuxa , é que não, eu nunca poderia ser diretor de programação de TV.

Escultura asteca sorridente - Museu de Antropologia - México

Escultura asteca sorridente - Museu de Antropologia - México

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2 Respostas to “Chaves & Xuxa – Intercâmbio cultural”

  1. Madame Mim said

    Adorava a Xuxa…
    Hoje não suporto.

  2. rmoraes said

    Bozo da Venezuela

    Não é só por causa dos nomes de palhaço que a Venezuela, há tempos, não parece um país sério.
    O texto abaixo é da economist desta semana:

    “He [Chaves] has turned almost the whole of the state bureaucracy, including the armed forces and the state oil company, into an election machine. The government-dominated electoral authority has said nothing. Pro-government rallies teem with public-sector workers in red shirts and baseball caps bearing the logos of government departments. ‘Everyone’s here voluntarily,’ insists Clevis Bozo, who works in the internal audit office of Petróleos de Venezuela (PDVSA), the oil company. ‘It’s the will of the people.'”

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