Narradores de Javi

junho 5, 2008

Desisti de ir ao cinema. Quem me expulsou da “maior diversão” não foram o preço do ingresso e a infinidade de comerciais e trailers*. Nem, como grupo amplo, os conversadores. Decidi abdicar dos filmes na telona por obra e graça de uma espécie peculiar, a dos narradores, aqueles sujeitos que contam tudo que se passa na tela. No início, movido pelo preconceito, achei que fosse coisa do “cinemão”. O cara que sai de casa para assistir a Homem de Ferro no primeiro dia de exibição, afinal, merece ouvir a locução da dupla de fãs adolescentes. Agora, alguém pode me explicar o que leva um sujeito à sessão de Longe dela, um filme centrado numa mulher com Mal de Alzheimer, para avisar a todos os companheiros de platéia, certamente na convicção de que estes são cegos, que a Julie Christie apareceu? Que está nevando, que Fulano entrou no carro, que a história é triste ou qualquer coisa que o valha (minha memória para chatos é falha)? Sugestões são bem-vindas.

* A idéia de pagar ingresso não tinha como finalidade justamente remunerar exibidores e produtores?

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