Viva a pirataria
Junho 6, 2008
Os freqüentadores do site da Amazon sabem que, lá, o sétimo livro da série Harry Potter custa US$ 20,99. Os outros livros da série, mais antigos, saem por no máximo US$ 9,99. O primeiro, A pedra filosofal, custa US$ 6,99.
Nos EUA, a mão-de-obra é mais cara, o salários são mais altos, e isso deve ter algum efeito sobre os custos de produção do livro - que teria motivo para ser mais caro.
Aqui, as Relíquias da morte não saem por menos de R$ 47,40 no Submarino (US$ 29,00). O preço de livraria - que realmente é cobrado nas livrarias - é R$ 59,50 (US$ 36,50).
Para os outros livros da série, a diferença é ainda maior: O enigma do príncipe tem preço de capa de R$ 54,50 (US$ 33,44), mas sai por R$ 28,70 no site brasileiro (US$ 17,61).
A pedra filosifal tem preço de lista de R$ 30,50 e sai por R$ 21,60 (US$ 13,25), o dobro do preço gringo - mesmo com o desconto.
Isso não tem nada a ver com custos de produção. Tem a ver com monopólio. Afinal, a editora cobra caro porque tem o monopólio de edição do livro no país.
E, como boa parte dos leitores não tem a opção de ler em inglês, o que resta é pagar mais caro.
Os Potters são um bom exemplo porque, para eles, não vale o argumento surrado das editoras de que, nos EUA, os ganhos de escala diminuem o custo de edição. A serie Potter, até onde se sabe, não tem tiragens pequenas por aqui.
O chavão de que aqui as pessoas lêem pouco porque os livros são caros e os livros são caros porque as pessoas lêem pouco (tiragem pequena) parece não ser mesmo mais que chavão.

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