Remédios para a crise

Fevereiro 6, 2008

Esfinge de BernankeOs parágrafos entre aspas abaixo são de Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI. Para ele, as políticas do FED (o BC gringo) e do governo dos EUA para lidar com a ameaça de recessão são muito diferentes das boas recomendações que o FMI fazia a outros países em crise. A política tradicional, como lembra Rogoff, seria identificar os bancos estão mal das pernas e deixar os ditos sofrerem as consequências das próprias escolhas, em vez de pôr panos quentes e baixar juros interbancários. Esse negócio de devolver dinheiro do imposto de renda também só piora as coisas, adia a solução do problema. 

Os economistas mais ortodoxos acham que a crise é um ajuste natural, uma correção do consumo e do crédito - que estavam em níveis  acima das possibilidades dos americanos. Não há como não frear o consumo em alguma medida. E o pacote fiscal tenta adiar a freada - ou empurra uma parte dos seus custos para depois das eleições.

“Reconhecidamente, o painel do FMI teria de enxergar além da atual hipocrisia americana. O Tesouro dos EUA encorajou a Ásia a endurecer a política fiscal durante a crise dos anos 90. Hoje, contudo, o Congresso e o presidente dos EUA desdobram-se para adotar um enorme e mal-aconselhado pacote de estímulo fiscal, cujo principal efeito será impedir o próximo presidente de eliminar o déficit orçamentário.

Os americanos disseram com firmeza ao Japão que a única maneira de sanear sua economia era expurgar os bancos insolventes e regenerar o sistema financeiro por meio da “destruição criativa” schumpeteriana.

Hoje, as autoridades dos EUA parecem dispostas a considerar qualquer medida, não importando seu poder inflacionário,para garantir que nenhum de seus grandes bancos e casas de investimento vá à falência.”

O artigo completo está no Estadão de hoje.

A imagem abaixo é uma reprodução do receituário heterodoxo (usado no Brasil nos anos 80) para lidar com crises econômicas.

Receituário heterodoxo

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